(versão integral)


A ARCA DE NOÉ
(História do dilúvio segundo a Bíblia - Antigo Testamento, Génesis)

Deus sentiu-se desgostoso por ver a maldade dos homens e resolveu inundar a Terra e destruir os seres vivos que tinha criado.
Mas reconhecendo que Noé era um homem bom e justo, chamou-o e ordenou-lhe que construísse uma grande arca de madeiras resinosas com três andares interiores, onde coubessem ele, a mulher, os filhos, as noras e ainda machos e fêmeas de todas as espécies de animais terrestres e de aves, bem como alimentos para todos. Explicou que tencionava fazer chover durante quarenta dias e quarenta noites para varrer a maldade da face da Terra. Só os viajantes da arca se salvariam.
Noé cumpriu à risca as instruções recebidas. Logo que se abriram as cataratas do céu, entrou na arca com a sua família. Seguiram-se os animais selvagens, animais domésticos, répteis e aves, dois a dois. Fechou-se a porta e a arca flutuou nas águas que cresceram, engrossaram e subiram muito acima da terra, cobrindo até os montes mais altos. Quando parou de chover a inundação manteve-se mais de cem dias!
Mas depois, a pouco e pouco, o nível das águas começou a baixar e a arca pousou no Monte Ararat. Noé foi espreitar à janela. Receando, no entanto, que ainda não fosse possível saírem em segurança, soltou um corvo. Ora como o corvo nunca mais apareceu, deixou então partir uma pomba. A pomba, não encontrando onde pousar, regressou à arca. Sete dias depois Noé enviou-a de novo em busca de notícias e, desta vez, teve a alegria de a ver regressar com uma folha de oliveira no bico! Concluiu que Deus fizera as pazes com os homens. De facto, não tardou a ouvir:
- Sai da arca com a tua família e com todos os animais. Crescei, multiplicai-vos e enchei a Terra...
Deus garantiu-lhe que não haveria mais dilúvios e, para assinalar essa aliança, fez surgir um arco de luz entre o céu e a terra. Prometeu também que sempre que cobrisse o céu de nuvens, lá estaria o Arco-Íris a lembrar a aliança.


Colori, colorado, está o conto acabado!


(in ‘Na Crista da Onda’, "Os Oceanos - Sonhos, Mitos e Realidades", revista bimestral da
Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, Janeiro de 1998)

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